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Provas de Concursos e do Vestibular

 
(16/Mar) Prova e Gabarito - Professor de Filosofia - Instituto Federal de Educação - PI - 2011
 
QUESTÕES ESPECÍFICAS-OBJETIVAS

Leia o texto abaixo e responda as questões de número 11, 12 e 13.
"No século XIX, entusiasmada com as ciências e as técnicas, bem como com a Segunda Revolução Industrial, a Filosofia afirmava a confiança plena e total no saber científico e na tecnologia para dominar e controlar a Natureza, a sociedade e os indivíduos. [?] No entanto, no século XX, a Filosofia passou a desconfiar do otimismo científicotecnológico do século anterior em virtude de vários acontecimentos". (CHAUÌ, Marilena. Convite à Filosofia. 7. ed. São Paulo: Ática, 2001, p.49-50).

11 Uma marca da desconfiança da filosofia para com o otimismo cientificista foi o aparecimento da noção de razão instrumental, formulada pelos teóricos da Escola de Frankfurt. Sobre razão instrumental é possível afirmar:
A) Refere-se aos instrumentos usados pela razão para encontrar as explicações mágicas do mundo.
B) Trata-se do exercício da racionalidade científica, que tem por empresa o domínio da natureza para fins lucrativos e coloca a técnica e a ciência em função do capital.
C) Corresponde à maneira através da qual os filósofos Adorno, Horkheimer e Marcuse descreveram a racionalidade ocidental como instrumentalização da emoção.
D) Defende as ideias de progresso técnico e neutralidade científica como elementos que resguardam a positividade da ciência.
E) Os filósofos da Escola de Frankfurt afirmam que a razão instrumental reflete sobre as contradições e os conflitos políticos e sociais, fato que fez com que eles ficassem conhecidos como os filósofos da Teoria Crítica.

12 Assinale a alternativa que NÃO corresponde aos fundamentos da ciência contemporânea:
A) Noção de método como conjunto de regras, normas e procedimentos gerais, a fim de definir o objeto e para a orientação do pensamento durante a investigação e, posteriormente, para a confirmação ou refutação dos resultados encontrados.
B) As leis científicas definem seus objetos conforme sistemas complexos de relações necessárias de causalidade, complementaridade, inclusão e exclusão, objetivando o caráter necessário do objeto e o afastamento do contingencial.
C) Distinção entre sujeito e objeto do conhecimento, que permite estabelecer a ideia de subjetividade, isto é, de dependência dos fenômenos em relação ao sujeito que conhece e age.
D) A ideia de método pressupõe a adequação do pensamento a certos princípios lógicos universalmente válidos, dos quais dependem o conhecimento da verdade e a exclusão do falso.
E) O objeto científico é submetido à análise e à síntese, que descrevem fatos verificados ou constroem a própria objetividade como um campo de relações internas necessárias, isto é, uma estrutura que pode ser conhecida em seus elementos, propriedades, funções e formas de permanência ou de mudança.

13 Embora o ideal cientificista tenha seu ápice entre os séculos XVIII e XIX, a ciência moderna tem como alicerce as revoluções científicas do século XVII, que, segundo Alexandre Koyré, em Do mundo fechado ao universo infinito (São Paulo/Rio de Janeiro: EDUSP/Forense Universitária, 1979, p.14), promoveram "a completa desvalorização do ser, o divórcio do mundo do valor e do mundo dos fatos". Isso teve grande ressonância para a metafísica e para a filosofia em geral. Assinale, então, a alternativa abaixo que NÃO corresponde ao influxo das revoluções científicas sobre a filosofia:
A) Secularização da consciência, afastamento de metas transcendentes para objetivos imanentes, isto é, a substituição da preocupação com o outro mundo e com a outra vida, pela preocupação com esta vida e este mundo.
B) A descoberta, pela consciência humana, de sua subjetividade essencial e, por conseguinte, a substituição do subjetivismo dos medievos e dos antigos pelo subjetivismo dos modernos.
C) A mudança da relação entre theoria e práxis, o ideal de vita contemplativa dando lugar ao da vita activa. Enquanto o homem medieval e o antigo visavam a pura contemplação da natureza e do ser, o moderno deseja a dominação e subjugação.
D) Há, no século XVII, uma ruptura de paradigmas em que os predominantes teocentrismo e geocentrismo são abalados, perdendo paulatinamente o status de justificação do homem e do mundo, e dando lugar às perspectivas antropocêntrica e heliocêntrica.
E) A ciência exclui todas as considerações a respeito do valor, da perfeição, do sentido e do fim, ou seja, as causas formais e finais não servem para seus enunciados, como servem à filosofia; apenas as causas eficientes são utilizadas nas explicações científicas.

14 Considere os seguintes enunciados a respeito da estruturação das revoluções científicas de Thomas Kuhn:
I Uma determinada atividade com pretensões ao conhecimento atinge a fase paradigmática quando para de haver debate em torno de princípios. As diversas escolas que estudam determinado conjunto de fenômenos concordam com ser o enfoque de uma delas o mais promissor.
II Antes de haver acordo, o que existe é um debate desorganizado entre diferentes escolas, partidárias de diferentes fundamentos, baseados em diferentes ontologias e que enfocam um mal definido conjunto de problemas, cada uma à sua maneira.
III Durante o debate enunciado no item anterior, algumas escolas de pensamento começam a ganhar adeptos, o que sufoca as tradições rivais. A partir daí, o paradigma da escola vencedora ganha aceitação geral e passa a ser base de toda a tradição de estudo naquele campo.
IV Depois disso, pode haver generalização, isto é, cada grupo de cientistas pode se dedicar a determinado conjunto de fenômenos, com diferentes grupos estudando os mesmos fenômenos, respectivos ao paradigma adotado.
V O que importa é todos os grupos admitirem uma ontologia comum e, mesmo estudando fenômenos diferentes, concordarem com que estes sejam manifestações das entidades catalogadas naquela ontologia aceita por todos.
Assinale a alternativa que corresponde à combinação exata dos itens verdadeiros:
A) I, II, III e IV.
B) II, III, IV e V.
C) Apenas I e II.
D) III, IV e V.
E) I, II, III e V.

15 O filósofo que postulou a falseabilidade como critério da avaliação das teorias científicas foi:
A) Karl Popper.
B) Imre Lakatos.
C) Ludwig Wittgenstein.
D) Thomas Kuhn.
E) Francis Bacon.

16 Em 1971, o filósofo estadunidense John Rawls publica A Theory of Justice, obra na qual apresenta sua teoria da justiça como equidade. A década de 1980 ambientou o surgimento da corrente do comunitarismo, que se contrapôs à perspectiva de orientação liberal de Hawls. Leia o texto abaixo:
"Para os comunitaristas, os liberais (universalistas) estariam simplesmente preocupados com a questão de como estabelecer princípios de justiça que poderiam determinar a submissão voluntária de todos os indivíduos racionais, mesmo de pessoas com visões diferentes sobre a vida boa. O que se estabelece como crítica é que, para os comunitaristas, os princípios morais só podem ser tematizados a partir de sociedades reais, a partir das práticas que prevalecem nas sociedades reais. Para eles, em John Rawls, encontram-se premissas abstratas de base como a liberdade e a igualdade que orientam (ou devem orientar) as práticas legítimas. A questão colocada é que, na interpretação comunitarista, a prática tem precedência sobre a teoria, e não seria plausível que pessoas que vivem em sociedades reais identifiquem princípios abstratos para sua existência. A crítica comunitarista aponta como insuficiente a tentativa de identificar princípios abstratos de moralidade através dos quais sejam avaliadas as sociedades existentes. A questão-chave é a negação de princípios universais de justiça que possam ser descobertos pela razão, pois, em sua avaliação, as bases da moral não são encontradas na filosofia, e, sim, na política". (SILVEIRA, Denis Coitinho. "TEORIA DA JUSTIÇA DE JOHN RAWLS: ENTRE O LIBERALISMO E O COMUNITARISMO". In:Trans/Form/Ação, São Paulo, 30(1): 169-190, 2007).
De acordo com o texto e com seus conhecimentos, assinale a alternativa que NÃO corresponde à crítica comunitarista à teoria da justiça de Hawls:
A) Opera com uma concepção abstrata de pessoa que é consequência do modelo de representação da posição original sob o véu da ignorância.
B) Utiliza princípios universais (deontológicos) com a pretensão de aplicação em todas as sociedades, criando uma supremacia dos direitos individuais em relação aos direitos coletivos.
C) Utiliza a ideia de um Estado neutro em relação aos valores morais, garantindo apenas a autonomia privada (liberdade dos modernos) e não a autonomia pública (liberdade dos antigos), estando circunscrita a um subjetivismo ético liberal.
D) Hawls, embora liberal, aproxima-se do marxismo, tendo apenas nas suas obras mais maduras uma veia materialista que olha para as comunidades reais.
E) É uma teoria deontológica e procedimental, que utiliza uma concepção ética antiperfeccionista, estabelecendo uma prioridade absoluta do justo em relação ao bem.

17 Sobre Wittgenstein e sua Filosofia é correto afirmar:
A) Defende que a tarefa da crítica consiste em examinar os limites da razão teórica e estabelecer os critérios do conhecimento legítimo.
B) É o responsável pela superação do aristotelismo e pelo advento do conceito moderno de ciência.
C) É considerado o iniciador da corrente filosófica conhecida como Filosofia Analítica, que tem como interesse a investigação acerca das formas e dos modos de funcionamento da linguagem.
D) A sua obra Tractatus Logicus Philosophicus versa sobre a relação entre forma lógica da linguagem e a sua relação com o divino.
E) Estabeleceu a dúvida hiperbólica acerca da veracidade das coisas que nos são apresentadas como verdadeiras.

18 Observe o fragmento abaixo:
"[...] efetuou uma primeira tentativa de articulação que ele denominou uma teoria da competência comunicativa, em que são mediados elementos da filosofia transcendental moderna e elementos provenientes da linguística e da filosofia da linguagem para fundamentar o ponto de partida de uma teoria crítica da sociedade". (OLIVEIRA, Manfredo Araújo. Reviravolta Linguística-pragmática na filosofia contemporânea. São Paulo: Loyola, 1996, p.293)
Pode-se afirmar que ele se refere às ideias do filósofo:
A) J. Austin.
B) L. Wittgenstein.
C) N. Chomsky.
D) J. Habermas.
E) I. Lakatos.

19 Assinale a alternativa que corresponde à correta conclusão do silogismo abaixo:
Todo tic é tac.
Ora, algum toc é tic.
Logo, ...
A) Todo toc é tac.
B) Algum toc é tac.
C) Algum tic é toc.
D) Algum tac é toc.
E) Todo tic é toc.

20 Analise o silogismo e responda a questão a seguir:
Todas as baleias são mamíferos.
Ora, alguns animais são baleias.
Logo, alguns animais são mamíferos.
De acordo com a caracterização dos termos (maior=T, menor=t, e médio=M), assinale a alternativa correta:
A) Baleias é T.
B) Animais é M.
C) Mamíferos é t.
D) Animais e mamíferos são M e T, respectivamente.
E) Baleias é M.

21 Considere as seguintes regras do silogismo categórico:
I Todo silogismo contém somente três termos: maior, médio e menor;
II Os termos na conclusão não podem ter extensão maior do que nas premissas;
III O termo médio não pode entrar na conclusão;
IV O termo médio deve ser universal ao menos uma vez;
V De duas premissas negativas, nada se conclui;
VI De duas premissas afirmativas não pode haver conclusão negativa;
VII A conclusão segue sempre a premissa mais fraca;
VIII De duas premissas particulares, nada se conclui.
Agora, analise o silogismo abaixo:
Nenhum ser é perfeito.
Ora, o vácuo não é ser.
Logo, o vácuo não é perfeito
Qual das regras não é obedecida, caracterizando a invalidade do silogismo.
A) V.
B) III.
C) I.
D) VI.
E) VII.

22 Leia o texto abaixo, que trata do conceito ético de responsabilidade:
"[...] devo ser considerado responsável por algo que não fiz, e a razão para a minha responsabilidade deve ser o fato de que eu pertenço a um grupo (um coletivo), o que nenhum ato voluntário meu pode dissolver [...] somos sempre considerados responsáveis pelos pecados de nossos pais, assim como colhemos as recompensas de seus méritos".
(ARENDT, Hannah. Responsabilidade e julgamento. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p.216-217).
Assinale a alternativa que pode ser considerada INCORRETA, enquanto interpretação do excerto acima:
A) A responsabilidade é coletiva, enquanto a culpa é individual.
B) A experiência totalitária do nazismo deve ser encarada como responsabilidade de todos, não cabendo às gerações posteriores se eximirem da responsabilidade pelo mundo, cabendo a todos o papel de salvaguardar o mundo dos terrores totalitários, mesmo que não tenham nenhuma culpa (afinal nem eram nascidos) por tais crimes contra a humanidade.
C) No momento em que o candidato que responde a esta prova assinala uma alternativa, há na mesma cidade uma criança sofrendo maus-tratos de um pai violento. O candidato não tem nenhuma culpa da dor dessa criança, mas deve assumir sua co-responsabilidade por esse acontecimento.
D) Hannah Arendt adere à perspectiva moderna de uma ética da responsabilidade individual e inalienável.
E) A liberdade não pode estar à margem da responsabilidade, pois se nenhum ato voluntário pode dissolver o pertencimento de um indivíduo ao grupo, a responsabilidade passa a ser condição da ação livre.

23 Para Marilena Chauí:
"Do ponto de vista da Filosofia, podemos falar em dois grandes momentos de teorização da arte. No primeiro, inaugurado por Platão e Aristóteles, a Filosofia trata as artes sob a forma da poética; no segundo, a partir do século XVIII, sob a forma da estética." (CHAUÍ, Marilena. Convite a Filosofia. 7.ed. São Paulo: Ática, 2001, p. 321).
A partir do enunciado em questão é INCORRETO afirmar que:
A) O termo arte poética deriva de uma obra de Aristóteles sobre as artes da fala e da escrita, do canto e da dança.
B) A arte poética se preocupa com as obras de arte como fabricação de seres e gestos artificiais, ou seja, elaborados pelos seres humanos.
C) O termo estética vem do grego aesthesis, que significa conhecimento sensorial, experiência, sensibilidade. Em sua acepção original, referia-se ao estudo das obras de arte enquanto criações da sensibilidade, tendo como fim o belo.
D) Após seu surgimento, o termo estética vai substituindo a ideia de arte poética passando a se referir a toda investigação filosófica que tenha por objeto as artes.
E) Para a Estética, a arte é produto da racionalidade e da formulação lógica do artista e que, dessa forma, o belo é igual ao verdadeiro.

24 Leia o texto abaixo e assinale o filósofo da primeira geração do Pragmatismo e representante da Escola Nova que é responsável por esta célebre definição de educação:
"A ideia do desenvolvimento dá em resultado a concepção de que a educação é um constante reorganizar ou reconstruir de nossa experiência. Ela tem sempre um fim imediato, e, na proporção em que a atividade for educativa, ela atingirá esse fim - que é a transformação direta da qualidade da experiência"
A) Charles Peirce.
B) Willian James.
C) John Dewey.
D) John Rawls.
E) Richard Rorty.

25 Ficou marcado, na história dos debates sobre ensino de filosofia, o dilema de o ato de ensinar filosofia ser ou não igualmente filosofar, ou se é um recurso pedagógico inferior, destituído do problema filosófico, ficando a cargo de pesquisadores em filosofia o ato da problematização essencialmente filosófica. Há estudiosos, entretanto, que consideram o ensino de filosofia como problema filosófico, na medida que:
A) Resta ao filósofo, sobretudo no Brasil, a docência como opção profissional.
B) São os professores de filosofia do ensino médio os primeiros a divulgar o conhecimento filosófico de maneira sistemática.
C) Todos os adolescentes são curiosos por natureza, o que faz de qualquer tentativa de ensino um trabalho primário com o processo do filosofar.
D) O ensino de filosofia consiste numa intervenção filosófica sobre textos filosóficos, problemáticas filosóficas tradicionais, ou temáticas não filosóficas abordadas filosoficamente.
E) Desenvolve estratégias didáticas diversificadas, sempre partindo da realidade do aluno, fazendo com que ele pense filosoficamente sem dar-se conta de que está lidando filosoficamente com o cotidiano.

26 Na Crítica da Razão Pura, Kant inova introduzindo um novo tipo de juízo, basilar para a sua epistemologia. Acerca dos juízos, é possível afirmar:
A) Os juízos sintéticos a posteriori ocorre quando o predicado B ocorre no sujeito A.
B) Os juízos analíticos a priori ocorrem quando o predicado B está fora do conceito do sujeito A, embora estejam ligados.
C) O juízo sintético a priori é necessário e universal, como os analíticos, e amplitativos, como os sintéticos.
D) Os juízos analíticos a priori são logicamente contingenciais.
E) O juízo sintético a priori é sempre dependente da experiência.

27 "O interesse pela consciência reflexiva ou pelo sujeito do conhecimento deu surgimento a uma corrente filosófica conhecida como fenomenologia, iniciada pelo filósofo alemão Edmund Husserl." (CHAUÍ, Marilena. Convite a Filosofia. 7.ed. São Paulo: Ática, 2001).
Sobre a fenomenologia, é correto afirmar que:
A) Considera a razão uma estrutura da consciência, mas cujos conteúdos são produzidos por ela mesma, independentemente da experiência.
B) Para Husserl, o que chamamos de "mundo" ou "realidade" é um conjunto de coisas e pessoas, animais e vegetais.
C) A razão é "doadora do sentido", mas ela não "constitui a realidade" enquanto sistemas de significações que dependem da estrutura externa à consciência.
D) As significações são pessoais, psicológicas, sociais e nunca universais e necessárias.
E) Admite que as formas e os conteúdos da razão mudem no tempo e com o tempo.

28 Considere as seguintes definições sobre campos próprios da reflexão filosófica:
I Conhecimento das formas gerais e regras gerais do pensamento correto e verdadeiro, independentemente dos conteúdos pensados.
II Análise crítica das ciências, tanto as ciências exatas ou matemáticas, quanto as naturais e as humanas;
III A linguagem como manifestação da humanidade do homem; signos, significações; a comunicação; passagem da linguagem oral à escrita, da linguagem cotidiana à filosófica, à literária, à científica; diferentes modalidades de linguagem como diferentes formas de expressão e de comunicação;
As definições I, II e III referem-se respectivamente a:
A) Metafísica, lógica e estética.
B) Lógica, epistemologia e filosofia da linguagem.
C) Epistemologia, lógica e filosofia da linguagem.
D) Ética, metafísica e epistemologia.
E) Filosofia da história, filosofia política e filosofia da arte.

29 O filósofo alemão Karl Marx, na busca de um caminho epistemológico que fundamentasse o conhecimento para a interpretação da realidade histórica e social que o desafiava no século XIX, superou posições que diziam respeito à dialética hegeliana e conferiu-lhe um caráter materialista e histórico.
Pode-se afirmar que a única alternativa que NÃO corresponde ao materialismo histórico é:
A) É a consciência dos homens que determina o seu ser; Não é o seu ser social que, inversamente, determina sua consciência.
B) O conjunto das relações de produção constitui a estrutura econômica da sociedade, a base concreta sobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política e à qual correspondem determinadas formas de consciência social.
C) O modo de reprodução de vida material determina o desenvolvimento da vida social, política e intelectual em geral.
D) Defende que a História não é um progresso linear e contínuo, mas um processo de transformações sociais determinadas pelas contradições entre os meios de produção e as forças produtivas.
E) A luta de classes exprime as contradições sociais, sendo o motor da História.

30 Leia o texto abaixo:
"Nesse contexto, as artes vão buscar um naturalismo crescente, mantendo estreita ligação com a ciência empírica que desponta na época e fazendo uso de todas as suas descobertas e elaborações em busca do ilusionismo visual. A perspectiva científica, a teoria matemática das proporções [...], as conquistas da astronomia, da botânica, da fisiologia e da anatomia são incorporadas às artes" (ARANHA, Maria L. A.; MARTINS, Maria H. P. Filosofando: Introdução à filosofia. 3.ed. rev. São Paulo: Moderna, 2003. p. 394).
Assinale a concepção estética à qual o texto se refere:
A) Naturalismo Grego.
B) Naturalismo Renascentista.
C) Romantismo.
D) Estética Normativa.
E) Pós-Modernismo.

GABARITO:
11 B
12 C
13 B
14 E
15 A
16 D
17 C
18 D
19 B
20 E
21 A
22 D
23 E
24 C
25 D
26 C
27 A
28 B
29 A
30 B

QUESTÕES SUBJETIVAS (Mínimo de 20 linhas e Máximo de 30 linhas)
31 "A metafísica representa, essencialmente, o lado especulativo da Filosofia. Estuda a natureza da realidade suprema. Examina perguntas como estas: O universo, como um todo, está racionalmente planejado ou é, fundamentalmente, desprovido de significado? Aquilo a que chamamos de espírito nada mais é do que uma ilusão alimentada pela presente inadequação do conhecimento científico, ou possui uma realidade própria? [...] Com a ascensão da ciência, muitos acreditaram que a metafísica era uma perda de tempo. As descobertas da ciência foram consideradas mais dignas de confiança, já que podiam ser observadas e medidas, ao passo que as noções metafísicas não podiam ser verificadas empiricamente, e dificilmente pareciam relevantes para a vida cotidiana. Hoje, porém, reconhecemos que a metafísica e a ciência são duas atividades diferentes, cada uma delas valiosa por direito próprio." (KNELLER, George. Introdução à filosofia da educação. 3.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1970, p. 16-17).
Explique as diferenças entre a especulação metafísica e o conhecimento científico.

32 "Face à multiplicidade das orientações em filosofia, não se pode tratá-la apenas como um corpo de saber já a disposição para ser transmitido. A proliferação de teorias e discursos, a diversidade e a dispersão da atividade filosófica atual, exige que se fale em filosofias, e não em filosofia. Assim, a primeira tarefa do professor de filosofia é a de se definir por uma determinada concepção de filosofia que seja adequada para cumprir com os objetivos educacionais da disciplina. Situar a filosofia como disciplina escolar no horizonte dos problemas contemporâneos - científicos, tecnológicos, ético-políticos, artísticos ou decorrentes das transformações das linguagens e das modalidades de comunicação ? implica uma tomada de posição para que sua contribuição seja significativa quanto aos conteúdos e processos cognitivos" (FAVARETTO, Celso. "Filosofia, ensino e cultura". In: KOHAN, Walter (org.). Filosofia:caminhos para seu ensino. Rio de Janeiro: DP&A, 2004, p. 48).
À luz do texto abaixo, discorra sobre a didática em filosofia.

     

 
 
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