Você está em Pratique > Provas

Provas de concursos e vestibular

 
(02/Set) IFPB - IDECAN - 2019
 
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

21. A partir do Teeteto de Platão, estabeleceu-se a tradição de definir o conhecimento como crença verdadeira justificada. No século XX, foi apresentado um conjunto de contraexemplos a esta fórmula. Nos casos apresentados, temos uma crença que é verdadeira, cujo agente está justificado em tê-la. Mas a verdade da crença não tem a relação apropriada com essa justificação, de maneira que é de certo modo acidental, ou uma questão de sorte, que a crença seja verdadeira. Esses contraexemplos ficaram conhecidos como
A) o problema da demarcação.
B) hipótese de Sapir-Whorf.
C) o problema de Getttier.
D) o paradoxo de Goodman.
E) o problema de Gauguin.

22. A união entre hermetismo e cabalismo, provedora do pensamento sobre a Dignidade Humana e magia naturalis impactou a filosofia e foi de grande alcance e importância. O responsável por essas reflexões foi:
A) Baruch Espinosa
B) Pico della Mirandola
C) Giordano Brunno
D) Marsílio Ficino
E) Erasmo de Roterdã

23. A filosofia moderna esteve imbricada com a ciência, especialmente a física e a matemática. Vários filósofos foram reconhecidos por suas contribuições nessas múltiplas áreas. Nesse sentido, assinale a alternativa correta que contém os conceitos ou teorias científicas de filósofos modernos.
A) Navalha de Ockham e cálculo infinitesimal de Newton
B) Heliocentrismo de Copérnico e universo finito de G. Bruno
C) Geometria euclidiana e ordine geométrico demonstrata de Espinosa
D) Dedução de Bacon e sistema de coordenadas cartesianas.
E) Demônio de Laplace e Princípio da Razão Suficiente de Leibniz.

24. "A história da filosofia no seu conjunto outra coisa não seria senão um campo de batalha coberto somente dos ossos dos mortos; um reino não só de indivíduos mortos, fisicamente findos, mas também de sistemas refutado, e por conseguinte espiritualmente finado, cada um dos quais matou e sepultou o precedente." (HEGEL, Introdução a história da filosofia. Col. Os Pensadores, 1974 p. 339)
Para Hegel, a compreensão da história da filosofia se ocupa da própria filosofia, assim, não se pode afirmar que
A) quem tiver estudado e compreendido uma filosofia, contando que seja filosofia, por isso mesmo compreendeu a filosofia. Aquela maneira enganadora de raciocinar que somente olha a diversidade, por aversão e medo do particular no qual só se atua o universal, não conseguirá nunca captar e reconhecer esta universalidade.
B) a filosofia tem a tarefa de captar, pensando e compreendendo, a verdade, mesmo que seja verificar que nada se pode conhecer, mas apenas conhecer uma verdade passageira, uma verdade finita, extemporânea, uma verdade que ao mesmo tempo não é verdadeira.
C) na história da filosofia há um nexo essencial no movimento do espírito pensante, onde domina a razão. Não foi excogitada arbitrariamente por indivíduos singulares de maneira diferentes umas das outras.
D) toda filosofia nova sustenta que todas as outras nada valem; toda filosofia se ergue com a pretensão não somente de refutar as filosofias precedentes, mas de corrigir além disso os defeitos e de suprir as imperfeições delas e de ter encontrado finalmente a verdade.
E) a verdade é uma, o instinto da razão mantém invencível esse sentimento e essa fé. Se assim é, só uma filosofia pode ser verdadeira; mas, uma vez que na realidade das filosofias são diversas, daí se deduz que as restantes são errôneas: sucede, porém, que cada uma, por seu turno, assevera, sustenta e prova ser ela a verdadeira.

25. Segundo Marilena Chauí, na obra Convite à Filosofia, o mito narra de três maneiras distintas a origem do mundo e de tudo o que nele existe:
1. Encontrando o pai e a mãe das coisas e dos seres, isto é, tudo o que existe decorre de relações sexuais entre forças divinas pessoais.
2. Encontrando uma rivalidade ou uma aliança entre os deuses que faz surgir alguma coisa no mundo. Nesse caso, o mito narra ou uma guerra entre as forças divinas, ou uma aliança entre elas para provocar alguma coisa no mundo dos homens.
3. Encontrando as recompensas ou castigos que os deuses dão a quem os desobedece ou a quem os obedece.
Podemos destacar como exemplo do item "3":
A) O poeta Homero, na Ilíada, que narra a guerra de Tróia, explica por que, em certas batalhas, os troianos eram vitoriosos e, em outras, a vitória cabia aos gregos. Os deuses estavam divididos, alguns a favor de um lado e outros a favor do outro. A cada vez, o rei dos deuses, Zeus, ficava com um dos partidos, aliava-se com um grupo e fazia um dos lados - ou os troianos ou os gregos - vencer uma batalha.
B) Um titã, Prometeu, mais amigo dos homens do que dos deuses, roubou uma centelha de fogo e a trouxe de presente para os humanos. Prometeu foi castigado (amarrado num rochedo para que as aves de rapina, eternamente, devorassem seu fígado) e os homens também. Qual foi o castigo dos homens? Os deuses fizeram uma mulher encantadora, Pandora, a quem foi entregue uma caixa que conteria coisas maravilhosas, mas nunca deveria ser aberta.
C) Houve uma grande festa entre os deuses. Todos foram convidados, menos a deusa Penúria, sempre miserável e faminta. Quando a festa acabou, Penúria veio, comeu os restos e dormiu com o deus Poros (o astuto engenhoso). Dessa relação sexual, nasceu Eros (ou Cupido), que, como sua mãe, está sempre faminto, sedento e miserável, mas, como seu pai, tem mil astúcias para se satisfazer e se fazer amado.
D) Urano, teve diversos filhos com Gaia, as mulheres eram as Titânidas e os homens os Titãs, sendo que o mais importante deles era Cronos. Todos tinham uma força descomunal e sobre-humana e ainda possuíam uma beleza incrível. Como nasceram em meio ao Tártaro e das profundidades de Gaia, os Titãs eram tidos como amedrontadores, violentos e sempre fascinantes.
E) Cronos cortou as genitais do pai e lançou-os ao mar, não possibilitando Urano procriar novamente, todavia o esperma que caiu dos genitais produziu Afrodite (deusa do amor), ao mesmo tempo que o sangue de sua ferida gerou Ninfas (espíritos da natureza)

26.De acordo com Marilena Chauí, a filosofia, ao nascer, é uma explicação racional sobre a origem do mundo e sobre as causas das transformações e repetições das coisas; para isso, ela nasce de uma transformação gradual dos mitos ou de uma ruptura radical com os mitos? Continua ou rompe com a cosmogonia e a teogonia?
Analise as afirmativas abaixo:
I. A primeira delas foi dada nos fins do século XIX e começo do século XX, quando reinava um grande otimismo sobre os poderes científicos e capacidades técnicas do homem. Dizia-se, então, que a Filosofia nasceu por uma ruptura radical com os mitos, sendo a primeira explicação científica da realidade produzida pelo Ocidente.
II. A segunda resposta foi dada a partir de meados do século XX, quando os estudos dos antropólogos e dos historiadores mostraram a importância dos mitos na organização social e cultural das sociedades e como os mitos estão profundamente entranhados nos modos de pensar e de sentir de uma sociedade. Por isso, dizia-se que os gregos, como qualquer outro povo, acreditavam em seus mitos e que a Filosofia nasceu, vagarosa e gradualmente, do interior dos próprios mitos, como uma racionalização deles.
III. O mito pretendia narrar como as coisas eram ou tinham sido no passado imemorial, longínquo e fabuloso, voltando-se para o que era antes que tudo existisse tal como existe no presente. A Filosofia, ao contrário, se preocupa em explicar como e por que, no passado, no presente e no futuro (isto é, na totalidade do tempo), as coisas são como são;
IV. O mito narrava a origem através de genealogias e rivalidades ou alianças entre forças divinas sobrenaturais e personalizadas, enquanto a Filosofia, ao contrário, explica a produção natural das coisas por elementos e causas naturais e impessoais.
V. O mito falava em Urano, Ponto e Gaia; a Filosofia fala em céu, mar e terra. O mito narra a origem dos seres celestes (os astros), terrestres (plantas, animais, homens) e marinhos pelos casamentos de Gaia com Urano e Ponto. A Filosofia explica o surgimento desses seres por composição, combinação e separação dos quatro elementos - úmido, seco, quente e frio, ou água, terra, fogo e ar.
VI. V O mito se importava com contradições, com o fabuloso e o incompreensível, porque esses eram traços próprios da narrativa mítica, como também porque a confiança e a crença no mito vinham da autoridade religiosa do narrador. A Filosofia, ao contrário, admite contradições, fabulação e coisas incompreensíveis, e não exige que a explicação seja coerente, lógica e racional; além disso, a autoridade da explicação não vem da pessoa do filósofo, mas, da razão, que é a mesma em todos os seres humanos.
Assinale
A) se todas as afirmativas estiverem corretas.
B) se somente as afirmativas I, II, III e IV estiverem corretas.
C) se somente as afirmativas I, II, III e V estiverem corretas.
D) se somente as afirmativas II, III, IV e V estiverem corretas.
E) se somente as afirmativas I, II, IV e V estiverem corretas.

27. Sobre os métodos que os filósofos desenvolveram, analise as afirmativas abaixo:
I. Antonio Gramsci - estruturalismo
II. Friedrich Hegel - dialético-especulativo
III. Jean Paul Sartre - fenomenológico-existencial
IV. Sócrates - maiêutico
V. Friedrich Schleiermacher - hermenêutica
Assinale
A) se somente as afirmativas I, II, III e IV estiverem corretas.
B) se somente as afirmativas II, III, IV e V estiverem corretas.
C) se somente as afirmativas III, IV, V estiverem corretas.
D) se somente as afirmativas I, II, IV e V estiverem corretas.
E) se todas as afirmativas as alternativas estiverem corretas.

28. Assinale corretamente a alternativa que apresenta a passagem que está de acordo com o livro X da Ética à Nicômaco, de Aristóteles, sobre a felicidade:
A) Quanto maior for a profundidade da contemplação, mais intensa será a felicidade. Aqueles em quem existir maior capacidade de contemplação tanto mais felizes serão, e não de uma forma acidental, mas pela própria natureza constitutiva da situação contemplativa.
B) A amizade existente entre os excelentes é ela própria excelente. Cresce concomitantemente aos laços que os unem. Até parece que os benfeitores se tornam ainda melhores, ao servirem de orientação uns para os outros. Daí o dito: os atos nobres são realizados pelos nobres.
C) Os dispositivos legais produtores da excelência universal foram legislados com vista a uma educação que possibilite a vida em sociedade. (...) é que talvez não seja a mesma coisa ser um bom indivíduo ou um bom cidadão, isto é, membro da sociedade.
D) Uma vez que a felicidade é uma certa atividade da alma de acordo com uma excelência completa, ter-se-á de examinar a excelência porque talvez, desse modo, possamos compreender melhor o que lhe diz respeito.
E) A sabedoria não tem em vista nenhuma daquelas coisas a partir das quais o Humano pode se tornar feliz (pois, nada tem de ver com possibilidade algo se gerar), a sensatez, por outro lado, tem essa possibilidade.

29. Em filosofia da linguagem temos uma distinção clássica entre dois tipos de valor semântico que uma determinada expressão linguística, de determinada categoria, pode ter. Temos, de um lado, o objeto (ou objetos) aos quais a expressão linguística se aplica; do outro lado, temos o conceito por ele expresso, ou a representação conceitual nela contida. Essa distinção corresponde à expressão
A) espécime-reflexivo.
B) atributivo-referencial.
C) conceito-objeto.
D) uso-menção.
E) extensão-intensão.

30. Analise o texto abaixo:
A boa mistura entre sabedoria e liberdade encontra-se presente na relação entre as três instituições da cidade em palavras, proposta em As Leis: a Assembleia dos cidadãos, o Conselho com tarefas administrativas, do qual participam classes censitárias que elegem - cada uma - 90 conselheiros de cada uma das doze pritanias, e um Conselho de velhos guardiões das leis que tem tanto a função de elaborar e fundar a legislação, como a de aplica-la por meio dos vários tipos de magistraturas (pedagógica, militar, religiosa, jurídica, etc.), daí a necessidade de possuírem educação filosófica. Tal proposta coloca o leitor dos diálogos em dúvida sobre porque a democracia, isoladamente, é objeto de crítica no livro VIII da República. (REIS Maria Dulce. Sapere aude - Belo Horizonte, v. 9 - n. 17, pp. 45-66.)
A partir do texto e de acordo com os conhecimentos sobre Platão, é incorreto afirmar:
A) Platão faz referência à democracia em alguns de seus diálogos (como a Apologia, o Górgias, a República, as Leis). A boa mistura entre elementos saudáveis da democracia com elementos saudáveis da monarquia é proposta nas Leis (diálogo escrito nos dez últimos anos de vida de Platão).
B) Devemos compreender a crítica à forma pura de democracia presente em República VIII à luz de pressupostos da filosofia platônica, que podem ser identificados quando aprofundamos o estudo da íntima relação que Platão estabelece, nesse diálogo e em outros, entre psicologia, ética e política.
C) As relações de poder entre diferentes classes na cidade são consideradas análogas àquelas que ocorrem entre os diferentes elementos da psykhé humana. Platão mostra-se um crítico da igualdade, pois ressalta as diferenças entre as classes da cidade, bem como as diferenças entre as chamadas partes (ou gêneros) da alma individual (o racional, o irascível, o apetitivo).
D) A constituição política para a cidade projetada nas Leis conjuga elementos que são inerentes à democracia e à monarquia, "a liberdade e a amizade, com sabedoria" (III 693d7-e1). Platão volta a defender, como na República VIII, que uma excessiva liberdade não conduz à situação de soberania (ser mestre /kýrios) de um povo e à adesão consentida das leis, mas a uma obediência cega a leis insensatas, ou seja, à "escravidão" consentida em relação às leis (698b, 700a).
E) A democracia é referida, na República VIII, como regime político perfeito, tanto no âmbito do indivíduo (no interior da psykhé humana) como no âmbito da cidade (tensão entre os vários interesses das várias classes da cidade), por isso conduz à paz e à realização da virtude da justiça, o que ocorreria apenas na alma do rei-filósofo e na cidade reta (paradigmas traçados na República).

31.O surgimento do opúsculo De Trinitate, no início do século VI, assinala o nascimento da Escolástica, um método que iria marcar por quase mil anos o pensamento ocidental e, séculos mais tarde, consubstanciar-se em sua mais importante instituição educacional: as Universidades. Ao valer-se do instrumental aristotélico para a análise do conteúdo da fé, lançava conceitos e teses fundamentais, que exerceriam extraordinária influência sobre o pensamento teológico posterior. É de S. Tomás de Aquino, que não só se apoiou no texto para escrever o seu próprio tratado sobre a Trindade da Suma Teológica, mas também compôs um importante comentário ao opúsculo trinitário.
O filósofo que escreveu De Trinitate e a Metafísica do Ser foi
A) Pedro Abelardo.
B) Anselmo.
C) Boécio.
D) Boaventura.
E) Nicole Oresme.

32. Em resposta à pergunta: "Mas o que é o sentido do ser?" no posfácio da obra Ser e tempo, de Heiddeger, Emanuel Carneiro Leão afirma:
"(...) é que o ser não somente não pode ser definido, como também nunca se deixa determinar em seu sentido por outra coisa nem como outra coisa. O ser só pode ser determinado a partir do seu sentido como ele mesmo. Também não pode ser comparado com algo que tivesse condições de determiná-lo positivamente em seu sentido. O ser é algo derradeiro e último que subiste por seu sentido, é algo autônomo e independente que se dá em seu sentido".
A partir dessa compreensão, pode-se afirmar que:
I. De um lado nunca se obteve nem se obtém uma definição do ser. Mas, em compensação, ganha-se sempre uma experiência essencial de seu sentido: a experiência de que o ser sempre se esquiva e desvia em todos os desempenhos de apreendê-lo, em qualquer esforço por representá-lo.
II. Tudo que fazemos ou deixamos de fazer para definir o sentido ser serva para nos distanciar. E nunca terminamos de nos afastar. Pois não temos escolha. Somos colhidos pela tração do retraimento e nessa tração, significamos o sentido do ser.
III. Resta encarar de frente o ser no movimento de seu sentido a fim de não o perder de vista e esquecê-lo na obnubilações do tempo. Os percalços e peripécias do tempo nos proporcionam o horizonte de doação do sentido que se dá na média em que se retrai.
Assinale
A) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
B) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
D) se somente as afirmativas III estiverem corretas.
E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

33. Em História da mentira: prolegômenos, Derrida diz: "Mentir não é enganar-se nem cometer erro; não se mente dizendo apenas o falso, pelo menos se é de boa-fé que se crê na verdade daquilo que se pensa ou daquilo acerca do que se opina no momento. É o que lembra Santo Agostinho na abertura de seu De mendacio (1) no qual, aliás, propõe uma distinção entre crença e opinião que poderia ser para nós, ainda hoje, hoje de forma nova, de grande alcance. Mentir é querer enganar o outro, às vezes até dizendo a verdade. Pode-se dizer o falso sem mentir, mas pode-se dizer o verdadeiro no intuito de enganar, ou seja, mentindo. Mas não mente quem acredita naquilo que diz, mesmo que isto seja falso. Ao declarar: "Quem enuncia um fato que lhe parece digno de crença ou acerca do qual formava opinião de que é verdadeiro, não mente, mesmo que o fato seja falso", Santo Agostinho parece excluir a mentira a si mesmo, e aqui está uma pergunta que não nos deixará jamais: será que é possível mentir a si mesmo, será que qualquer forma de enganar a si mesmo, de usar de subterfúgio para consigo merece o nome de mentira?".
De acordo com o texto, podemos inferir que a mentira não é o mesmo que o falso, pois
A) o falso carrega uma intenção subjetiva do falante.
B) sempre que mentimos dizemos algo que é falso.
C) a mentira pode revelar a verdade pelo falante.
D) a mentira carrega uma intenção subjetiva do falante.
E) o falso e a mentira independem da intenção subjetiva do falante.

34. Analise as afirmativas abaixo:
1. Processo utilizado em que se utilizam certos dados par chegar a uma conclusão mais ampla, como acontece nas inferências a favor da melhor explicação. É o único raciocínio que produz a criatividade e a inovação, por ser a única lógica que introduz uma nova ideia. Possui caráter explicativo e intuitivo, procura concluir a melhor explicação, também utilizando o seu conhecimento de fundo (repertório de conhecimento) e não a melhor probabilidade matemática.
2. Parte do específico para o geral, procura induzir o conhecimento já existente a uma validação através de uma experimentação, está relacionado ao método empírico que significa obter conhecimento através dos cinco sentidos, que é a experimentação e a observação, que tem como resultado uma possibilidade de ser verdade.
3. Está relacionada ao pensamento analítico, também conhecido como pensamento convergente. Que é o pensamento que busca analisar várias informações em busca de convergir em direção a um único resultado. Do geral para o específico. Este raciocínio está relacionado ao viés da confiabilidade, porque acredita na estabilidade futura e acredita que podemos prevê o futuro com base no passado.
Podemos relacionar, respectivamente, que se referem à
A) Dedução, Analogia, Indução
B) Abdução, Indução, Analogia
C) Analogia, Abdução, Dedução
D) Abdução, Indução, Dedução
E) Dedução, Abdução, Indução

35. A maneira de considerar os princípios da justiça, que John Rawls chamou de justiça como equidade, pode ser definida como
A) a justiça como sendo uma igualdade proporcional: tratamento igual entre os iguais, e desigual entre os desiguais, na proporção de sua desigualdade. Também reconhece que o conceito de justiça é impreciso, sendo muitas vezes definido a contrariu sensu, de acordo com o que entendemos ser injusto - ou seja, reconhecemos com maior facilidade determinada situação como sendo injusta do que uma situação justa.
B) a justiça como sendo a disposição constante da vontade em dar a cada um o que é seu e classifica-a como comutativa, distributiva e legal, conforme se faça entre iguais, do soberano para os súbditos e destes para com aquele, respectivamente. Não há um código incondicionado ou absoluto de uma justiça invariável, tendo em vista que a razão humana é variável ainda que a vontade de buscar a justiça seja um perpétuo objetivo para o homem.
C) os princípios da justiça para a estrutura básica da sociedade são o objeto do consenso original. São esses princípios que pessoas livres e racionais, preocupadas em promover seus próprios interesses, aceitariam em uma posição original de igualdade como definidores dos termos fundamentais de sua associação. Esses princípios devem regular todos os acordos subsequentes, especificam os tipos de cooperação social que se podem assumir e as formas de governo que se podem estabelecer.
D) a uma igualdade sempre corresponderá uma desigualdade, e essa analogia não pode ser estendida à relação entre igualdade e liberdade. Partindo do estudo do fenômeno da desigualdade, é adotada uma perspectiva de análise baseada na "capacidade", cuja abordagem se distinguiria das perspectivas tradicionais de avaliação individual e social, as quais comumente se baseiam em variáveis tais quais "bens primários", "recursos" ou "renda real".
E) a justiça parte do princípio de que todos os indivíduos têm direitos invioláveis e que o Estado mínimo deve garantir sua proteção através funções restritas à proteção dos direitos fundamentais dos indivíduos, como a proteção contra a força, roubo, fraude e incumprimento de contratos.

36. Segundo a teoria semântica da verdade em Alfred Tarski, a sentença ""o céu é azul" é verdade, se e somente se o céu é azul" refere-se a uma distinção
A) analítico-sintético da sentença.
B) entre linguagem-objeto e metalinguagem.
C) entre a priori e a posteriori.
D) entre termos extensionais e intencionais.
E) monádico, diádico e poliádico da sentença.

37.No texto "Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado" é exposto:
"Não são as condições de existências reais, o seu mundo real, que os homens representam na ideologia, mas é a relação dos homens com estas condições de existência que lhe é representada na ideologia. É esta relação que está no centro de toda a representação ideológica, portanto imaginária do mundo real. (...) Toda ideologia representa, na sua deformação necessariamente imaginária, não as relações de produção existentes, mas antes de mais nada, a relação imaginária dos indivíduos com as relações de produção e com as relações que delas derivam. Na ideologia, o que é representado não é sistema das relações reais que governam a existência dos indivíduos, mas a relação imaginária destes indivíduos com a relações reais em que vivem." (ALTHUSSER, Ideologia e Aparelhos Ideológicos de estado. Editorial Presença/Martins Fontes, Lisboa, 1970 p. 81 e 82)
A partir da leitura, podemos assim compreender:
A) A ideologia não tem uma prática material, para Althusser que se apoia em uma leitura psicanalítica, a deformação imaginária opera no plano das ideias a partir de uma operação sofisticada capaz de realizar no campo simbólico a articulação e implementação da ideologia na sociedade através de uma rede de conceitos que conduzem os pensamentos.
B) Althusser concorda a concepção na qual os objetos representados pela ideologia são mera ilusão, quando admitimos s que a ideologia faz alguma forma alusão a realidade, basta interpretar essa ilusão para encontrar sob a sua representação a realidade do mundo material.
C) Concordando com Marx, Althusser admite que a ideologia é um sistema de ideias, das representação que domina o espírito do homem ou de um grupo social, portanto é necessário fazer uma teoria das ideologias para poder compreender em que medida elas afetam a realidade social mesmo que essas não estejam associadas a uma questão de classe.
D) Os indivíduos que vivem em uma ideologia, ou seja, em uma representação do mundo determinada (religiosa, moral, etc), assim a deformação imaginária depende da relação imaginária destes indivíduos com suas condições de existência, com relações de produção e de classe, por isso que para Althusser essa relação imaginária é dotada de uma existência material.
E) Uma ideologia existe também num aparelho, enquanto o aparelho repressivo de Estado funciona pela ideologia, para Althusser o aparelho ideológico funciona pela violência. Assim ficam garantidos e consolidados o modo da ideologia operar no seu âmbito material para agir nas consciências e manifestar aquilo que tem de mais poderoso o controle social.

38. Assinale a alternativa correta quanto às regras do silogismo.
A) O silogismo pode ter mais do que três termos.
B) O termo médio sempre entra na conclusão.
C) De duas premissas negativas nada resulta.
D) De duas premissas afirmativas se conclui uma negativa.
E) O termo pode ser total na conclusão sem ser total nas premissas

39. As falácias são erros de raciocínio, um caso de non sequitur (quando das premissas não se segue uma conclusão correta). Geralmente as falácias podem passar despercebidas pelo interlocutor, criando assim a ilusão de se estar na presença de um raciocínio correto. Falácias de relevância ocorrem quando as razões aduzidas são logicamente irrelevantes para o que se pretende estabelecer, embora possam ser psicologicamente relevantes, por exemplo, quando se ataca o interlocutor.
São exemplos de falácias de relevância:
1) Argumentum ad Baculum
2) Argumentum ad Ignorantiam
3) Argumentum ad Misericordiam
4) Argumentum ad Populum
5) Argumentum ad Verecudiam
A definição correta para argumentum ad populum é:
A) apelar para a força ou a ameaça de força para provocar a aceitação de uma conclusão. Usualmente, só se recorre a ela quando as provas ou argumentos racionais fracassam.
B) sustentar uma proposição como verdade na base, simplesmente, de que não foi provada sua falsidade, ou como falsa porque não demonstrou ser verdadeira.
C) dirigir um apelo emocional "ao povo" ou "à galeria" para conquistar a sua anuência a uma conclusão que não é sustentada por provas cabais.
D) o recurso à autoridade - isto é, ao sentimento de respeito que as pessoas alimentam pelos indivíduos famosos - para granjear a anuência a uma determinada conclusão.
E) apelar para a piedade ou compaixão para conseguir que uma determinada conclusão seja aceita.

40.No livro Introdução a uma ciência pós-moderna, Boaventura de Sousa Santos afirma que a ciência "[...]constrói-se, pois, contra o senso comum, e para isso dispõe de três atos epistemológicos fundamentais: a ruptura, a construção e a constatação" (2000, p. 31).
Compreende-se por senso comum:
A) Um conceito, particularmente filosófico, que aparece no século XIV como iniciativa burguesa de combate ao irracionalismo.
B) Um conhecimento que não enriquece nossa relação com o mundo, mesmo tratando-se de um conhecimento mistificado e mistificador.
C) O conhecimento, cujos conceitos originam-se no cotidiano e são apropriados pelo meio científico como parâmetro de verdade.
D) Um vasto conjunto de concepções geralmente aceitas como verdadeiras em determinado meio social.
E) Um saber oral passado de geração em geração que posteriormente se consolida nas escrituras e livros sagrados.

41. Analise as afirmativas abaixo a respeito dos juízos na Crítica da Faculdade de Julgar, de Kant:
I. A faculdade do juízo determinante, sob leis transcendentais universais dadas pelo entendimento, somente subsume; a lei é lhe indicada a priori e por isso não sente necessidade de pensar uma lei para si mesmo, de modo a poder subordinar o particular na natureza ao universal.
II. A faculdade de juízo reflexiva, que tem por obrigação de elevar-se do particular na natureza ao universal, necessita por isso de um princípio que ela não pode retirar da experiência, porque este precisamente deve fundamentar a unidade de todos os princípios empíricos sob princípios igualmente empíricos, mas superiores e por isso fundamentar a possibilidade da subordinação sistemático dos mesmo entre si.
III. Só a faculdade de juízo reflexiva pode dar a si mesmo princípio como lei e não retirá-lo de outro lugar (por que senão seria faculdade de juízo determinante), nem prescreve-lo à natureza, por que a reflexão sobre as leis da natureza orienta-se em função desta, enquanto natureza não se orienta em função das condições, segundo as quais nós pretendemos adquirir um conceito seu, completamente contingente a seu respeito.
IV. Os juízos analíticos (afirmativos) são, portanto, aqueles em que a conexão do predicado com o sujeito é pensada por meio da identidade, e aqueles, ao contrário, em que essa conexão é pensada sem identidade, devem determinar-se juízos sintéticos. Os primeiros podem ser denominados de juízos de explicação, os últimos de juízos de ampliação.
Assinale
A) se todas as afirmativas estiverem corretas.
B) se somente as afirmativas I, II e III estiverem corretas.
C) se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas.
D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
E) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas.

42. Empédocles introduziu as forças cósmicas do Amor ou Amizade (philía) e do Ódio ou Discórdia (neîkos), respectivamente, como causa da união e da separação dos elementos. A partir dessa introdução, Empédocles compreendia por princípio de origem da existência das coisas:
A) A água, o ar, a terra e o fogo, os quais envolvem dois períodos de transição, em cada um destes tem um nascer e um destruir-se progressivo de um cosmos.
B) O "nascer" e o "perecer", entendidos como um vir do nada e um ir ao nada, ou seja, o ser e o não-ser.
C) Os elementos ou sementes (spérmata), as quais deveriam ser tantas quantas são as inumeráveis quantidades das coisas.
D) As quatro raízes, a amizade, o amor, a discórdia e o ódio, que unindo-se, dão origem à geração das coisas e, separando-se, dão origem à sua corrupção.
E) Os átomos, fragmentos indivisíveis e, naturalmente, incriados, indestrutíveis e imutáveis.

43. Segundo o filósofo francês André Comte-Sponville:
"é o que chamo de felicidade em ato, que outra coisa não é senão o próprio ato como felicidade: desejar o que temos, o que fazemos, o que é - o que não falta. Em outras palavras, gozar e regozijar-se? Essa é uma "felicidade desesperada, pelo menos em certo sentido: é uma felicidade que não espera nada"". (A felicidade desesperadamente. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 49).
A partir do texto, pode-se afirmar que
A) todo o pensamento baseado na ideia de falta, nesse sentido, nos leva a uma compreensão de felicidade desassociada da esperança.
B) a felicidade em ato ou o ato da felicidade consiste justamente na prática sábia da espera pelo necessário para gozar de uma vida boa e uma boa vida.
C) o desespero, que possibilita a felicidade presente, não é concebido como sinônimo de infelicidade, mas tão somente o amparo de toda e qualquer esperança.
D) a felicidade em ato, ou a felicidade concretamente vivida e experimentada, só é possível ao desespero, cuja sabedoria está em encontrar a realização na felicidade de cada dia.
E) são justamente o prazer e a alegria que nos conduz para esperança, "porque fazemos o que desejamos, porque desejamos o que fazemos".

44. Sobre a questão dos universais, assinale a alternativa correta.
A) O debate sobre a realidade dos universais teve início com os filósofos grego Porfírio.
B) O realismo em relação aos universais foi adotado no século XII por Guilherme Champeaux.
C) Para a perspectiva realista os universais se reduzem a emissão de sons, palavras ou nomes sob os quais a inteligência humana agrupa os objetos.
D) Abelardo concordava com os realistas, desenvolveu um teoria contrária ao conceitualismo, para ele o intelecto humano identifica semelhanças nos objetos e atribui predicados.
E) No século XIII Alberto Magno e Tomás de Aquino reavivaram o nominalismo moderado de Aristóteles negando a existência dos universais, mas explicando a multiplicidade dos indivíduos.

45.Uma nova razão crítica precisa fazer a crítica dos limites internos e externos da razão, consciente de sua vulnerabilidade irracional. Nesse sentido que o solo social aparece no processo comunicativo, dentro do qual os sujeitos propõem e criticam argumentos, criticam as motivações subjacentes e desenvolvem as capacidades humanas de saber, de busca da verdade, da justiça e da autonomia.
Esse pensamento é atribuído a
A) Ludwig Wittgenstein.
B) Karl-Otto Apel.
C) Herbert Marcuse.
D) Paul Ricouer.
E) Jürgen Habermas.

46. Analise o texto abaixo:
"A lógica baseada no conteúdo é concreta ou dialética. Nesta perspectiva, a lógica formal é apenas um dos momentos da razão. O real é móvel, múltiplo, diverso e contraditório. Se nos prendermos exclusivamente à forma e definirmos o entendimento através dela, o real será confundido com o irracional, gerando inúmeros conflitos. Para salvar a razão dilacerada por tais conflitos, foi necessário superar a oposição entre forma e conteúdo, entre racional e real, através de um movimento de pensamento que fosse capaz de estabelecer o real em seu movimento no interior da própria razão." (PINTO, Paulo Roberto Margutti DIALÉTICA, LÓGICA FORMAL E ABORDAGEM SISTÊMICA in Dialética e Auto-Organização. S. Leopoldo: Ed. Unisinos, 2003)
A partir do texto, podemos afirmar corretamente que
A) as posições convergentes de Hegel e Lefebvre expressaram de maneira eloquente o projeto paradoxal em que ambos se envolveram, construir uma abordagem que simultaneamente seja científica e esteja acima da lógica formal.
B) a lógica formal só tem sentido fora do conteúdo, mas assume todo o seu sentido e todo o seu alcance quando nosso pensamento negligencia expressamente uma grande parte de seu conteúdo e dirige-se para o limite extremo em que resta quase somente a forma.
C) Lukács preconizou a aplicação da dialética apenas a fenômenos histórico-sociais, com base na ideia de que a identidade entre sujeito e objeto, núcleo do método, somente pode ser concebida como atividade humana e histórica.
D) a lógica concreta separa o pensamento formal e o entendimento, cindindo diretamente no conhecimento da natureza. Ela é uma lógica dialética porque a própria natureza o é segundo Lefebvre.
E) a lógica formal corresponde a uma etapa da atividade do pensamento, na qual ocorre o momento da abstração. A lógica formal é a lógica da abstração submetida a lógica dialética.

47.Quanto à problemática do conhecimento, Aristóteles critica a teoria das ideias do Platão e distingue tipos de saber. Assim, é correto afirmar que para o estagirita
A) as regras da lógica são fundamentais para o ultrapassar a doxa em direção ao conhecimento suprassensível.
B) a técnica ou o saber fazer é o conhecimento dos meios a serem usados para se chegar aos fins desejados. Pode ser ensinada.
C) os experimentos geométricos devem ser tomados de modo isolado, cada um em sua particularidade para poder ser observado.
D) a experiência ou conhecimento sensível é imediato e concreto e só permite o conhecimento individual, é um conhecimento particular e, portanto, transmissível.
E) a phronesis é o único é o único tipo de conhecimento a determinar as causas e os princípios primeiros; a única a dizer o que as coisas são, por que são e demonstrá-las.

48.O filosofo Felix Guatarri apresenta três concepções importantes para "cultura". A mais antiga expressa a ideia de que é possível ter ou não ter determinada cultura, essa concepção permite, ainda, classificar certo indivíduo como pertencente ao meio culto ou inculto. O segundo significado do uso cotidiano da palavra "cultura" é sinônimo de "civilização". A terceira concepção é o uso do termo "cultura" como "cultura de massa". Está ligada a bens, equipamentos e conteúdos teóricos e ideológicos de produtos que estão à disposição das pessoas que querem e podem comprá-los.
Os três conceitos que expressam essa cultura são:
A) cultura popular, cultura cidadã, cultura comércio.
B) cultura eros, cultura racional, cultura inorgânica.
C) cultura institucional, cultura natural, cultura pop.
D) cultura valor, cultura alma-coletiva e cultura mercadoria.
E) cultura ativa, cultura popular, cultura normativa.

49.Hannah Arendt distingue três atividades humanas fundamentais, quais sejam:
A) trabalho produtivo, trabalho improdutivo, trabalho abstrato.
B) animal laborans, homo faber, homo ludens.
C) amor, vida ativa e liberdade.
D) política, ética e economia.
E) labor, trabalho e ação.

50. Analise o excerto abaixo:
"É no homem que essa arte de dissimulação atinge o seu ponto culminante: a ilusão, a lisonja, a mentira e o engano, a calúnia, a ostentação, o fato de desviar a vida por um brilho emprestado e de usar máscaras, o véu da convenção, o fato de brincar de comediante diante dos outros e de si mesmo, em suma, o gracejo perpétuo que em todo lugar goza unicamente como amor da vaidade, são nele a tal ponto a regra e a lei, que quase nada é mais inconcebível do que o aparecimento, nos homens de um instinto de verdade honesto e puro." (NIETZSCHE, F. Verdade e mentira no sentido extra-moral. Comum, Rio de Janeiro, v. 6, n.17, p.8-9, jull./dez.2001.)
A partir da leitura, pode-se afirmar corretamente que
A) Jean Baudrillard concorda com Nietzsche pois a dissimulação deixa intacto o princípio de realidade, que se encontra apenas disfarçada.
B) a verdade pode ser alcançada de forma absoluta se homem superar a si mesmo e suas simulações transvalorando suas relações.
C) para Nietzsche, os seres humanos se relacionam permanentemente de forma dissimulada e, assim, a verdade se torna inconcebível.
D) Michel Foucault retoma o tema da dissimulação partindo do entendimento de que a verdade é uma ilusão produzida pela linguagem, a verdade assim é possível através do discurso.
E) o conceito de simulacro remonta a Platão, mas na cultura contemporânea, essa relação entre realidade e sua representação se tornou ultrapassada, pois os signos remetem perfeitamente a uma realidade que lhe dá fundamento.

GABARITO:
21C
22B
23E
24B
25B
26B
27B
28A
29E
30E
31C
32E
33D
34D
35C
36B
37D
38C
39C
40D
41B
42A
43D
44B
45E
46A
47B
48D
49E
50C
     

 
 
Como referenciar: "Provas - IFPB - IDECAN - 2019" em Só Filosofia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2019. Consultado em 23/09/2019 às 03:50. Disponível na Internet em http://filosofia.com.br/vi_prova.php?id=267