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Histórias filosóficas

    (12/Mai) O avarento
 
Na Sicília, um homem que obtivera vários depósitos de dinheiro apoderou-se
dos ferros das forjas. Quando os mercadores vieram de todas as partes para obtêlos,
só ele pôde vendê-los, contentando-se com o dobro, de maneira que o que lhe
custara cinqüenta talentos vendia por cem. Dionísio, o tirano, informado do caso,
não confiscou seu lucro, mas ordenou-lhe que saísse de Siracusa por ter
imaginado, para enriquecer, um expediente prejudicial aos interesses do chefe de
Estado. Aquele homem tivera a mesma idéia que Tales: ambos do monopólio fizeram
uma arte.
É bom que os que governam os Estados conheçam esse recurso, pois é
preciso dinheiro para as despesas públicas e para as despesas domésticas, e o
Estado está menos do que ninguém em condições de dispensá-lo.

Aristóteles
     

 
 
Como referenciar: "O avarento - Histórias filosóficas" em Só Filosofia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2020. Consultado em 21/10/2020 às 21:20. Disponível na Internet em http://filosofia.com.br/vi_historia.php?id=164