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Imagens filosóficas

Mitologia Grega

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Em Atenas, o povo também adorava um deus sem nome. Eles se referiam a ele como ‘o deus desconhecido’. O altar para um deus desconhecido possivelmente foi um meio para os atenienses cobrirem todas as suas apostas, para o caso de haver um deus ali que eles não tinham adorado, um deus que pudesse fazer alguma coisa contra eles; faziam um altar para o deus desconhecido.
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Apesar de os deuses não serem perfeitos, não eram forças para se brincar. O que era necessário era ter o cuidado de não ofender os deuses, não se colocar como igual aos deuses, não ser arrogante com eles, pois isso atrairia o desastre. Temos a história de Selminos que saiu percorrendo as ruas em uma carroça, batendo em escudos e fazendo barulho dizendo que era Zeus e tentando imitar o trovão do deus e, imediatamente, foi morto por um raio.
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Os deuses também estavam sujeitos a leis semelhantes às que governavam a humanidade. Exemplo: Hermes. Ele era o guardião dos viajantes. Quando ele abriu um caminho matando o monstro de cem olhos, chamado Argos, teve que se submeter a julgamento pelo seu ato. É um deus, mas fez um mal. E teve que ser julgado. E o modo dos deuses votarem era colocando uma pedra em seu pé e tinham que fazer a pedra saltar, o que chamavam de ‘herm’.
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Os deuses gregos eram imortais. Tinham poderes incríveis ligados a força e ao conhecimento. O motivo de terem a forma humana é que os gregos tinham um grande orgulho da forma humana. Os gregos tinham em tão alto valor a perfeição da inteligência e do físico humanos que não poderiam imaginar uma forma mais perfeita para seus deuses.
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Podemos pensar que criticar os deuses é um tipo de blasfêmia, mas isso era parte do cotidiano grego. Os gregos brincavam às vezes com suas noções de deuses. Superiores aos humanos, aos quais controlavam, os deuses, mesmo assim eram sujeitos às mesmas paixões, fracassos e fraquezas dos mortais. Conheciam o amor, o desespero e a tragédia. Tomavam a forma humana e eram vulneráveis aos ferimentos as às doenças. Mas, diferentemente dos mortais, eles se curavam rapidamente. Naturalmente, não eram humanos, eram diferentes dos humanos em muitos aspectos.
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Mas o relacionamento entre o homem e o divino não era simples. Tratava-se de uma aliança complicada. Os gregos antigos frequentemente criticavam o comportamento imoral dos deuses. Cada um tinha paixões, cometia erros, mas os mortais tinham que respeitar seus limites. Essa é a diferença principal entre deuses e mortais. Os deuses podiam fazer qualquer coisa que gostassem, o que quisessem. Os mortais tinham que refrear seus excessos. Os deuses e deusas gregos são as facetas do que poderia acontecer com uma paixão mortal, o que poderia acontecer se os seres humanos passassem dos limites.
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De todas as divindades que influenciaram a vida humana, Deméter (imagem) era uma das mais importantes. Homenageada a cada cinco anos era a deusa do milho e das colheitas. Os gregos olhavam e viviam com sua natureza por um tempo muito longo e criavam histórias enquanto observavam a natureza e viviam dela. E assim, adoravam uma espécie de deusa da terra que protegia a terra, cuidava das colheitas e que matava as colheitas se o homem não se comportasse bem. Tudo isso era parte da visão dos gregos do ciclo da natureza.
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Os deuses eram muitos, assim como suas funções. Hermes era o protetor dos rebanhos e manadas de animais domésticos. Hera era a deusa do casamento e também da maternidade. Eros prevalecia sobre assuntos amorosos. Hefesto era o deus do fogo e dos vulcões. Poseidon governava sobre o mar. Havia Pan, parte humano e parte bode. Era reconhecido como o deus dos pastores. E havia Ártemis, protetora da natureza e dos jovens. Ártemis está associada à juventude com a natureza em flor, com animais jovens. Mas Ártemis também está associada à iniciação das mulheres jovens. Portanto, existe uma continuidade no pensamento grego entre o que acontece no mundo natural e o que acontece no que identificaríamos como uma esfera humana social muito diferente que, no pensamento mitológico grego, são parte do mesmo fenômeno. E é por isso que Ártemis pode ser a caçadora a que está associada ao selvagem, mas também é aquela que ensina as jovens.
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A evidência do divino estava por toda parte. Para os gregos, os deuses eram tão reais quanto os campos que cultivavam e as famílias que criavam. A quantidade de pequenos altares existentes por toda a cidade, o número de dedicatórias aos deuses e grandes santuários falam de uma crença muito forte neles. A vida era sentida como precária e era necessário que fosse feito o possível para conseguir que os poderes que governavam o mundo estivessem ao seu lado para mantê-los seguros. Do berço até o túmulo, de uma estação até a outra, cada fase da vida humana estava interligada com os deuses.
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Entre as divindades existiam dois grupos de irmãs encantadoras que habitavam o Monte Olimpo: as graças e as musas. As graças lançavam a beleza, o encanto e a gratidão ao mundo dos mortais. As musas tinham um impacto profundo sobre como tantas gerações passaram as lendas dos deuses e as sagas pela tradição oral. Então desceram de seu plano elevado para a Terra para ensinar história, astronomia e artes. Cada uma das nove musas está associada a um assunto em particular geralmente associado às artes e às ciências.
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Os gregos tinham uma visão complicada de como o mundo funcionava. Por um lado achavam que os deuses controlavam os atos dos seres humanos ou os afetariam, mas os homens também podiam controlar seus destinos individuais e atrair vários acontecimentos. Esta ambiguidade é parte do espírito grego e evidenciava as contingencias da vida.
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A questão do destino de uma pessoa versus o papel do livre arbítrio era de tal importância para os gregos antigos que chegaram a personificar o destino sob a forma de três deusas. Quando lemos a poesia de Homero parece que ela caminha por dois caminhos. Por um lado, o destino era um grupo de três mulheres: Cloto, Láquesis e Átropos. Seus nomes significam a fiandeira, a distribuidora, e a que não volta atrás. E elas fiavam um fio para a vida de cada pessoa quando ela nascia determinando quando sua vida terminaria. Por outro lado, vemos na poesia de Homero que o destino é um poder acima dos deuses que se curvam perante o destino em várias situações.
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A história de Édipo e de seus pais levanta outra questão antiga. A vida dos humanos estaria pré-determinada? Ou os humanos possuem o poder de exercer o livre arbítrio? Édipo é alguém que, sem uma razão explicável, tem em seu destino o fato de que matará o pai e se casará com a mãe. Quando Édipo entendeu que não era o filho do rei de Corinto, como pensou que fosse, disse: ‘Creio que sou o filho do acaso’. E com ‘acaso’ quis dizer alguma coisa que não poderia prever. Não existe um plano. E, no final, tudo o que ele fez estava dentro de um plano e se ele era mesmo o filho do acaso foi o acaso que fez acontecer seu destino. Ele, Édipo,o homem, fez escolhas. Quando soube que mataria seu pai e se casaria com sua mãe, fugiu de casa, pois não sabia que era adotado. E, naturalmente, encontra seu pai na estrada e o mata, chegando depois à cidade onde se casa com sua mãe. Ele escolheu deixar sua casa. Fez uma coisa terrível, mas não fez pensando que seria uma coisa má. E não foi o destino que o obrigou a fazer isso.
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Para os gregos antigos, um herói era alguém que rompia os laços da vida comum, apesar das consequências. Não é necessário que o herói descenda de um deus ou deusa, nem é preciso que ele faça alguma coisa boa em vida. Ele se destaca fazendo alguma coisa extraordinária e sendo reconhecido por isso (como Aquiles, Ulisses, Teseu). O feito de um herói poderia variar de matar certo número de inimigos até matar gente de sua própria comunidade de maneira tão estranha que os deuses teriam que ser consultados. Portanto, os heróis são indivíduos perigosos, mas não necessariamente bons.
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E assim, a história de Hércules pode ter aberto o caminho para o apóstolo Paulo que levou a palavra de uma nova fé aos gregos, século mais tarde. Existia uma história de um filho de deus, Hércules, que sofreu e morreu e depois passou por uma apoteose, subiu ao Monte Olimpo. A noção de que um deus poderia tomar a forma humana e ser exatamente igual a um de nós era completamente aceitável para uma plateia pagã grega. E foi assim que o princípio do Cristianismo entrou na Grécia e lá criou raízes tão facilmente.

   

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