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Imagens filosóficas

Galileu

Galileu - parte 78
Terminamos aqui a história de Galileu. Um homem além de seu tempo, dividido entre suas crenças e sua ciência, humano e revolucionário, um pensador que nos deixou um importante testemunho de sua época.
Galileu - parte 77
Galileu estudou o plano inclinado desacelerando a velocidade dos objetos em queda até que fosse capaz de observar o fenômeno. Ele foi capaz de calcular exatamente a velocidade da bola ao rolar contando com o balançar de um pêndulo. Galileu tinha a certeza que a aceleração estável deveria ser governada por uma lei matemática.
Galileu - parte 76
Galileu havia passado metade de sua vida tentando provar que a Terra estava em movimento. Agora, ele voltaria a trabalhar com algo muito mais simples: a matemática do movimento em si, mas o movimento é difícil de calcular. Tudo acontece um pouco rápido demais, para que se perceba o que está acontecendo. Galileu teve a excelente idéia de desacelerar o movimento. Então, ao invés de tentar observar algo caindo, ele rolava as bolas em pequenos declives para que a velocidade alcançada fosse bem menor. Galileu entendeu que, à medida que as bolas rolavam pelos declives, a sua velocidade acelerava, assim como na queda livre, mas mais lentamente.
Galileu - parte 75
Lutando contra a cegueira em progresso e confinado à cama, Galileu começou a reexaminar seu trabalho anterior. “Eu descobri que a idade avançada diminuiu a vivacidade e a velocidade do meu pensamento. Agora preciso me esforçar para entender coisas que quando era mais jovem descobri e comprovei. Forçado a evitar a astronomia, Galileu voltou à época anterior ao seu telescópio; à sua brilhante, mas não- publicada pesquisa sobre a física do movimento. É uma situação extraordinária, porque ele havia feito grandes descobertas estudando o movimento, por volta de 1604, e ele havia escrito tudo em latim, na época, mas tantas outras coisas excitantes aconteceram com Galileu e ele nunca chegou a publicá-las.
Galileu - parte 74
Dezenas de cartas pessoais de Galileu sobreviveram, mas nenhuma das cartas que ele escreveu à filha foi encontrada. Hoje, temos apenas a comunicação feita por ela. Com certeza, ele respondia às cartas. Não há dúvidas quanto a isso, porque nas cartas dela aparece: “você me perguntou...” , “você me disse...”. É quase possível reconstruir o que ele disse, mas não podemos saber qual foi a sua entonação. O mais intrigante aqui é que é óbvio que ela guardou as cartas, porque ela sempre dizia: “Guardo todas as cartas. Eu as releio sempre que posso, porque me trazem muita alegria.”. Mas as cartas sumiram. A explicação mais lógica é que em sua morte, a sua madre superiora as teria queimado porque o experimento de Galileu era algo muito recente.
Galileu - parte 73
Maria Celeste, filha de Galileu, estava gravemente doente, com muita febre. Nos dez dias seguintes, Galileu fez a pequena caminhada ao convento, tentando mantê-la viva. Mas ela morreu de disenteria deixando o mundo aos 33 anos. Quando Maria Celeste morreu, foi como se uma luz houvesse se apagado na vida de Galileu. Foi só quando ele chegou em casa, como disse depois em cartas para amigos, que ele a encontrou tão fraca, que ela, de fato, morreu de uma doença tão comum, que não era fatal, mas que em seu estado, fora fatal. “ Estou cheio de melancolia e tristeza. Sou detestável para mim mesmo e continuamente ouço minha querida filha chamando por mim. Maria Celeste ficou doente durante minha ausência e não cuidou de si mesma. Ela era uma mulher de pensamento formidável, bondade singular e muito afetuosa comigo”.
Galileu - parte 72
A condição física de Maria Celeste havia se deteriorado no período de ausência de um ano de seu pai. Durante o julgamento de Galileu e a detenção depois do julgamento, ele estava muito fragilizado para perceber o estado ao qual ela havia sido reduzida. “Não estou muito bem, mas já estou tão acostumada a pouca saúde que mal penso nisso; se agrada ao Senhor continuar me testando com uma dor ou outra eu O agradeço e rezo para que Ele conceda a você, pai, o melhor bem- estar” – escreveu ela para Galileu.
Galileu - parte 71
Galileu tinha que recitar orações de penitência toda semana. Ainda que doente, Maria Celeste comprometeu-se a livrá-lo de seu fardo. “Obtive permissão para ver sua sentença, pai; tomando para mim, a obrigação que você tem de recitar, todas as semanas os sete salmos; já comecei a cumprir essa condição. Se eu pudesse substituí-lo em sua punição aceitaria uma prisão ainda mais rígida do que esta em que moro se, fazendo isso, pudesse colocá-lo novamente em liberdade”.
Galileu - parte 70
Galileu estava em casa; porém, confinado em sua casa, sem poder ensinar, viajar ou visitar sua filha sem permissão. Ele assinou suas cartas: “De minha prisão em Arcetri”. Ele estava em prisão domiciliar. Não podia sair sem autorização e o que ele podia fazer, o que ele não podia fazer, era ditado pela Igreja. Escreveu: “Não foram muitos os anos que se passaram desde que era recebido por cardeais e príncipes da cidade que queriam ver, apenas por um momento, algumas das coisas que eu observei. Discursos em latim, às vezes, eram recitados em minha homenagem: “ o matemático do duque”, o “descobridor de novos planetas”. Fui testemunha ocular de maravilhas desconhecidas a antigos filósofos. Mas agora, passo dias improdutivos, longos pela falta de atividade e, ainda assim breves, comparados aos anos que já se passaram. Meu único conforto, a lembrança de antigas amizades, das quais poucas ainda existem.”
Galileu - parte 69
Seis meses depois de seu julgamento, notícias chegaram a Florença: Galileu poderia voltar para casa. Levava o pedido do embaixador toscano, a intervenção da família Médici e a influência de sua própria filha. Sua filha escreveu: “Estamos esperando pela sua chegada com muita saudade e ficamos felizes em ver como o tempo se abriu para sua jornada. Pai, minha felicidade é tão grande como inesperada”.
Galileu - parte 68
Seis meses depois de seu julgamento, notícias chegaram a Florença: Galileu poderia voltar para casa. Levava o pedido do embaixador toscano, a intervenção da família Médici e a influência de sua própria filha. Sua filha escreveu: “Estamos esperando pela sua chegada com muita saudade e ficamos felizes em ver como o tempo se abriu para sua jornada. Pai, minha felicidade é tão grande como inesperada”.
Galileu - parte 67
Urbano VIII enfrenta a Guerra dos Trinta Anos. Todo o reino está sobre a sombra da terrível e cruel guerra civil que está destruindo o mundo cristão. Então, quando Galileu foi a julgamento, o Papa não poderia se arriscar, defendendo seu amigo, quando ele, pessoalmente, estava sendo observado. Galileu se tornou descartável. Ele sente que pode dar as costas a Galileu. Toscana, naquele ponto, não tinha nada além de cultura. Galileu é a vanguarda do pensamento científico. Galileu é silenciado pelo Papa.
Galileu - parte 66
O julgamento de Galileu acabara. Aguardando na embaixada toscana ele não saberia por meses quando poderia voltar para casa. O “Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo” foi adicionado ao Índice de Livros Proibidos. Continuaria banido pelos próximos 200 anos. Galileu acreditou que o Papa Urbano VIII o protegeria da censura, mas o Papa não o fizera. Ser Papa é diferente de ser cardeal. O Papa tinha muitas batalhas para lutar; sendo a mais importante a Reforma Protestante e ele foi o líder da Contra-Reforma Católica. Urbano foi acusado de não fazer o certo para promover a causa católica. O Papa ainda se interessava pelo que Galileu fazia, mas o Papa tinha outras preocupações além da ciência.
Galileu - parte 65
“Pronunciamos sua sentença. Declaramos que você, Galileu Galilei, por razões das questões já detalhadas neste julgamento, representou-se, no julgamento desta Inquisição, veementemente suspeito de heresia; ou seja, acreditou em uma doutrina falsa e contrária à Escritura: de que o Sol é o centro do mundo e de que não se move e de que a Terra não é o centro do mundo e se move. Nós o condenamos à prisão formal, neste Santo Ofício, de acordo com nossa vontade”. É provável que um acordo tenha sido feito. Foi dada a Galileu a chance de renunciar seus erros. Em vez de passar o resto de sua vida numa masmorra, o velho homem ajoelhou, como ordenado. “ Eu, Galileu, filho de Vincenzo Galilei, florentino, 70 anos, ajoelho diante de vocês e juro que sempre acreditei, acredito agora e, com a ajuda de Deus, sempre acreditarei em tudo o que foi ensinado e pregado pela Sagrada Igreja Católica. Eu nego, com verdadeira fé e coração sincero. Eu amaldiçôo e desprezo qualquer erro e heresia. Que Deus me ajude. Amém”.
Galileu 64
O caminho que Galileu seguiu para os aposentos, onde ouviria sua sentença, levava ao Convento de Santa Maria Sopra Minerva. As paredes e o teto alertavam os hereges, sobre qual destino poderia esperá-los. As pessoas que conduziam a Inquisição esperavam que qualquer um que viesse para a Inquisição visse essas cenas de pessoas que morreram na fé, e percebesse que deveria utilizar a coragem dos mártires, para confrontar seu próprio caso, encarar sua heresia com honestidade e partir para sua punição com a consciência limpa, porque fora trazido de volta à Ortodoxia. Galileu foi mais uma vez trazido à frente da Inquisição. Desta vez, com as vestes brancas de um penitente.

Como referenciar: "Galileu - Imagens filosóficas" em Só Filosofia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2019. Consultado em 22/10/2019 às 15:50. Disponível na Internet em http://filosofia.com.br/imagens_lista.php?categoria=Galileu