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Karl Marx (1818 - 1883)

O pensamento de Marx iniciou-se como uma crítica aos pensamentos de Hegel. Segundo Marx, os movimentos dialéticos da sociedade se desenvolvem como um resultado das condições materiais da vida dos homens, ou seja, não são as ideias que formam a sociedade, mas as condições materiais dos homens é que produzem as suas ideias e o seu modo de agir na sociedade. Não é a religião que cria o homem, mas o homem que cria a religião, não é a constituição que desenvolve um povo, mas um povo que desenvolve uma constituição. Não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência.
A raiz do homem é o próprio homem em sua condição material, e não em sua condição ideal. A liberdade desse homem não passa pela filosofia, pela teologia ou pela autoconsciência, mas pela sua condição histórica e material. Dessa forma Marx acredita unir a teoria à prática.
E a libertação do homem começa pela libertação da sua exploração, e libertá-lo de ser explorado passa pelo fim do capital, pois o capital é a propriedade privada dos produtos do trabalho de outros homens. A propriedade privada não existiu sempre, e nem sempre existirá, ela é uma criação humana e como tal também pode ser modificada ou destruída.
O capital é o trabalho expropriado dos trabalhadores, o capital é o trabalho alienado dos trabalhadores, o capital surge da exploração dos trabalhadores e torna-se estranho a esses mesmos trabalhadores, pois não lhes pertence mais. Quanto mais o trabalhador é explorado, mais o capital não é reconhecido por ele, da mesma forma que quanto mais o homem põe em Deus, menos conserva de si e para si. O trabalho é vida de trabalhador que se torna objeto, objeto que não lhe pertence, que lhe é alheio, que lhe é alienado. O trabalhador, com seu trabalho, cria objetos que não lhe pertencem mais, assim como a vida, em forma de trabalho colocada nesses objetos, também não lhe pertence mais. A vida do trabalhador torna-se estranha a esse mesmo trabalhador, isso é alienação.
Marx concorda com Feuerbach quando este diz que os deuses são uma criação e uma projeção humana, mas o critica por não perceber que os homens criam deuses somente quando sua existência social de explorados e alienados os impossibilita de se desenvolverem totalmente como seres humanos. Para Marx, o homem religioso é um alienado, e para libertá-lo dessa alienação é necessário mudar a sua condição de vida material. Os deuses mudam conforme a condição socioeconômica do crente. Quanto melhor a situação sócio-material dos homens, menor será a importância dos deuses.
O homem tem a capacidade de criar-se, de desenvolver-se enquanto homem, de progredir em suas habilidades e de humanizar a natureza em sua volta conforme suas necessidades e seus conceitos. O trabalho é algo natural e inerente ao homem e é um dos instrumentos que ele utiliza para transformar a natureza. O trabalho nos diferencia dos outros animais. Mas o próprio homem desvirtuou essa função do trabalho, fazendo dele um instrumento de exploração do homem pelo homem. O trabalho tornou-se forma de subsistência da maioria dos trabalhadores explorados. Com a exploração o resultado do trabalho é extorquido do trabalhador e o operário se torna também mercadoria. A isso Marx chama de alienação do trabalho, o trabalho torna-se externo ao trabalhador.
Para Marx não existe um espírito da história e da humanidade, com queria Hegel, mas a história é uma construção dos indivíduos reais. A religião, a moral e até mesmo a metafísica não tem uma história própria, elas mudam conforme mudam as bases das relações econômicas entre os indivíduos. As ideias dominantes de uma época são as ideias da classe dominante dessa época. Esse é o materialismo histórico marxista.
A história da humanidade é a história das lutas entre as classes da sociedade, é a história dos conflitos entre os explorados e os exploradores, entre os oprimidos e os opressores.
Marx estuda de forma profunda o surgimento e o desenvolvimento do capital, para ele o valor de uma mercadoria não está no objeto que é essa mercadoria, mas na quantidade de trabalho humano necessário para produzir essa mercadoria. A relação de valorização e de permuta entre mercadorias, mesmo através da moeda, é uma relação entre produtores, entre trabalho humano, entre homens.
É na luta de classes, na realidade social contraditória, que acontece a dialética marxista, pois todo fato histórico gera contradições que vão ser a mola propulsora do desenvolvimento histórico. Um desses fatos históricos é o trabalho produzido pelo trabalhador que é expropriado pelo capitalista, a essa expropriação Marx chama de mais-valia.  A mais-valia tende a aumentar gradativamente, aumentando também a desigualdade entre os explorados e exploradores, o que, segundo ele, vai inevitavelmente desintegrar a sociedade capitalista e criar uma sociedade comunista, onde a exploração e a alienação não mais existirão.

Sentenças:
 - Os filósofos se preocupam em interpretar o mundo. Mas o que importa é transformá-lo.
- A religião é o suspiro de uma criatura aflita, o coração de um mundo sem coração, é o espírito da situação sem espírito. A religião é o ópio do povo.
- De cada um, de acordo com suas possibilidades, a cada um, de acordo com suas necessidades.
- Os homens fazem a sua própria história.
- A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos.
- O governo é o conselho de administração que rege os interesses coletivos da classe burguesa.
- A história se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa.
- A história é a atividade do homem perseguindo seus objetivos.
- O dinheiro é o deus ciumento de Israel, ao lado do qual nenhum outro deus pode existir.
- Na fábrica o trabalhador é um servo da máquina.
- A história da sociedade é a história da luta de classes.
- Os operários não têm pátria.
- Proletário do mundo todo, uni-vos.
- As ideias dominantes de uma época são as ideias da classe dominante dessa época.
- Os trabalhadores não têm nada a perder, a não ser suas correntes.


Karl Marx (1818 - 1883)

Responsável: Arildo Luiz Marconatto



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